segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Das Terras da Nova Galícia


O camarada Helvetti, também descendente da etnia ucraniana, me propôs a gravação de um split para o dia da bandeira nacional ucraniana (23 de agosto). Sem muito tempo, usei minha canção Stara Vira (2013) no split, com algumas alterações. O título se refere à nossa região, onde a maioria dos imigrantes eslavos procedem da Galícia.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Werdvenus on Facebook

I've created a page to the band on Facebook. I will post news and stuff about the project.
Feel free to like it!

Werdvenus page

HeM

Flavslav

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Vídeo - Véu de Outono



Apenas algumas fotos e filmagens feitas no outono para que o vídeo não seja como os demais, de uma imagem apenas.
Do álbum "Véu de Outono" (2013), lançado pela Kadaath Records (Rússia).

Aos ritos da terra que sagram, em festivais de folhas, um holocausto ao vento.
Corpos desfalecidos fazem do solo o seu último exílio.
A decrepitude convoca a contemplar o abandono.
E os sonhos, agora, são eternos.

As pinhas caem do alto, encontram o solo
para nutrir a alma junto aos fogões.
Nesse momento, a vida deixa as paisagens,
e os Deuses sussurram na névoa.

Parte de nós morre como as folhas na terra.
Einsamkeit, Einsamkeit...

Ouça o rugir do vento austral
a romper o véu outonal
na copa dos pinheiros.
Descobertas as essências.
Ouça o rugir do vento austral
a romper o céu outonal
na copa dos pinheirais.
Descobertas as essências.

Pinheiros na distância,
o mate quente em mãos frias,
emolduram e inspiram
anseios e atavismos
no último reduto sulista.

Pinheiros na distância,
o mate quente em mãos frias,
emolduram e inspiram
anseios e atavismos
no último reduto 
da Pátria Sulista.

Ouça o rugir do vento austral
a romper o véu outonal
na copa dos pinheiros.
Descobertas as essências.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Letras de "Véu de Outono"


I
O Declínio de Atlantis
Como início do álbum, uma música instrumental que remete aos últimos momentos de Atlantis, já carregando certo grau de imperfeição que se expande na medida em que o tempo avança.

II
Crux, a mística do céu pátrio
Dos mistérios que subsistem no céu meridional, os mitos e as profecias de quais somos parte e, talvez, protagonistas. Nosso Norte é o Sul.

Los primeros camaradas de la eternidad, en otro cosmos, "más allá de las estrellas". 
Estrellas ellos mismos. Y cuando esto se produce, Alguien se ha quedado ahí, tan lejos, tan "detrás de las estrellas", cantando como al borde de una Fuente la Canción del Camarada: Eins wird es wieder Helle-In aller Brüder Sinn — Sie kehren zu der Quelle — Im Lieb und Treue in. (Algún día retornará la luz — en la mente de los hermanos —. Regresarán a las Fuentes — con A-mor y lealtad)." - Miguel S.

III
Der Wanderer (Schmidt von Lübeck)
Poema de Schmidt von Lübeck (1821), que fora transformado em música de forma incomparável por Schubert. Limito-me a essa informação, pois seria preciso maior espaço para tecer comentários acerca de tal poema.

Ich komme vom Gebirge her, 
Es dampft das Tal, es braust das Meer. 
Ich wandle still, bin wenig froh, 
Und immer fragt der Seufzer, wo?

Die Sonne dünkt mich hier so kalt, 
Die Blüte welk, das Leben alt, 
Und was sie reden, leerer Schall; 
Ich bin ein Fremdling überall.

Wo bist du, mein geliebtes Land? 
Gesucht, geahnt, und nie gekannt! 
Das Land, das Land so hoffnungsgrün, 
Das Land, wo meine Rosen blühn.

Wo meine Freunde wandelnd gehn, 
Wo meine Toten auferstehn, 
Das Land, das meine Sprache spricht, 
O Land, wo bist du? . . . 

Ich wandle still, bin wenig froh, 
Und immer fragt der Seufzer, wo? 
Im Geisterhauch tönt's mir zurück: 
"Dort, wo du nicht bist, dort ist das Glück.

IV
Véu de Outono
A faixa que dá nome ao álbum. Uma passagem sobre a contemplação da chegada do outono sulista; de suas paisagens e das coisas que não estão acessíveis de imediato no modo que a estação se apresenta a nós. A sonoridade remete ao neofolk em alguns aspectos.

Aos ritos da terra que sagram, em festivais de folhas, um holocausto ao vento.
Corpos desfalecidos fazem do solo o seu último exílio.
A decrepitude convoca a contemplar o abandono.
E os sonhos, agora, são eternos.

As pinhas caem do alto, encontram o solo
para nutrir a alma junto aos fogões.
Nesse momento, a vida deixa as paisagens,
e os Deuses sussurram na névoa.

 Parte de nós morre como as folhas na terra.
Einsamkeit, Einsamkeit...

Ouça o rugir do vento austral
a romper o véu outonal
na copa dos pinheiros.
Descobertas as essências.
Ouça o rugir do vento austral
a romper o céu outonal
na copa dos pinheirais.
Descobertas as essências.

Pinheiros na distância,
o mate quente em mãos frias,
emolduram e inspiram
anseios e atavismos
no último reduto sulista.

Pinheiros na distância,
o mate quente em mãos frias,
emolduram e inspiram
anseios e atavismos
no último reduto 
da Pátria Sulista.

Ouça o rugir do vento austral
a romper o véu outonal
na copa dos pinheiros.
Descobertas as essências.

V
Stara Vira (Стара Віра)
Um tributo à herança eslava, aos antepassados, ao povo guerreiro de Rus. Referências ao hino ucraniano e ao poema que narra a desventura de Igor Sviatoslavich. Stara Vira é "Velha Fé".

Desde Kiev
os ventos
netos de Stribog
e o brilho de Dazhbog
saúdam seus nobres filhos
herdeiros distantes,
da glória da Eurásia
Pátria antiga!
Terra eslava!

Algo flui no sangue
Desde os Cárpatos... ao Paraná
manifestai-se, Stara-Vira

Flui desde o sangue, 
Dos Cárpatos a nós
silente a despertar
Stara-Vira

Portai-vos o Trezub.
Ecoam em vós os raios de Perun
que outrora, junto da espada
de Sviatoslav
Devastavam Khazar,
e hão de catigá-lo outra vez.

Згинуть наші вороженьки, як роса на сонці,
Запануєм і ми, браття, у своїй сторонці.
Братчики-Славяне:
Нехай гинуть вороги,
Най воля настане!
(Nossos inimigos evaporarão como orvalho sob o sol,
Tornaremo-nos, irmãos, soberanos em nossa terra.
Irmãos eslavos,
Para que os inimigos pereçam
e a liberdade chegue.)

Gritam as gralhas
lamentam os pinheiros
as ervas se deitam
Oh, Rus', já ficastes para trás dos cumes.

VI
A bruma do mundo
O ser de alguns tende à angústia.

Deixe a bruma arrebatar-lhe
a outros mundos
outras vidas
auroras indizíveis.

E a dor de existir
entre o vazio e o sofrer
O pêndulo das mágoas,
o amargo de ser.

Vede, a beleza do adoecer
dos galhos e caminhos
são como holocausto
ao que não pôde ser.

VII
O gelo e o pago (Мороз)
Nosso campo, tocado pelo orvalho de um novo dia.
Vertente atávica de nova alma que desperta na manhã dum gris inebriante.

Se perdem nas brumas do pago as esperanças de um novo dia.
Venha geada, aos pagos do Sul.

VIII
A Neve 07.13
O outono já havia partido e o inverno chega transformando nossas paisagens com sua neve, impondo às araucárias uma postura ainda mais majestosa e, ao sulino, imagens que estarão contidas para sempre na alma e nos seus anseios. Em sua sonoridade, é a música mais distante do resto do álbum, notando-se influências de Coil e Múm.

Véu de Outono

Saudações, meus amigos!

Informo que está lançado, pela Kadaath Records da Rússia, o meu novo trabalho: Véu de Outono.


Nesse álbum, busquei um maior aprofundamento em algumas direções musicais. Talvez direções mais aceitáveis do que algumas anteriores. Há alguma influência do neofolk, de um bem distante shoegaze, e também há a sempre presente música ambient.
As músicas apontam à temática sulista mais do que nunca. Não há uma música sequer em inglês. Como disse Elomar Figueira de Mello numa entrevista:
"O Brasil tem essa babaquice, desses intelectualoides, desse abricionismo, de ser aberto às outras culturas. As culturas têm de ser fechadas. Aquilo que for conveniente para ser absorvido, que seja. Agora, afrouxar-se, porque a cultura de fora é de rico, é de uma moeda forte, isso é coisa de sub-raça, gente que não tem miolo, não tem envergadura, que não constitui raça."

Os únicos idiomas usados além do português são o ucraíno e o alemão; idiomas que meus antepassados falavam ainda no século passado e, agora, trago como herança a resgatar. A importância da reconquista cultural, da retomada de antigos valores e da indiferença para com as pressões da pós-modernidade são, agora, urgência e também terreno a conquistar. Uma vez conquistado, esse terreno dará sustentação aos grandes sonhos que dormitam baixo nossa existência. Pertence ao contemplar dessa possibilidade o espírito desse álbum. 

Partindo-se da reconquista cultural, abre-se a temática eslava. Uma das culturas que se encontra melhor preservada em nossas terras, mesmo que de forma silenciosa e afastada dos olhos do inimigo - que direcionou todas suas ambições ao germanismo. E agora, mais do que nunca, seus símbolos sagrados se erguem sobre o mundo num chamado crescente que remete ao combate às tendências nocivas e degenerativas do mundo pós-moderno e dos valores absurdos que se apossaram do Ocidente. Слава é Glória.

A busca por uma sonoridade mais própria – mesmo sendo que todas as faixas já sejam próprias elas mesmas –, ainda segue. Espero, somente, que meus camaradas de pátria e terreno sintam-se irmanados sob o céu austral, sob o Cruzeiro do Sul e sob as eternas runas de nossa luta. A eternidade nos acolherá de qualquer desamparo do interior do mundo.

"Para todos os que sentem o pulsar da ancestralidade como princípio norteador de sua existência em meio às ruínas de um mundo decrépito que vive sob o paradigma da dissolução. Aos poucos que ainda podem ser reconhecidos como Almas Pagãs, como espíritos em dessincronia com o atual estado das coisas. Seres das florestas e da névoa, a vós somente.
Além do vão teorizar e mais além do mero exercício da mediocridade; uma verdade que se percebe no sangue. Se acaso sentes as brisas eternas que agora se avizinham sobre o Sul do Mundo, és um dos nossos. Portanto, vos saúdo e convido ao desvelar da Runa Odalguiz." - Flavslav

terça-feira, 11 de setembro de 2012

2 Músicas de : A house in the forest :

Compartilho com vocês duas músicas do último álbum que foi lançado pela Kadaath Records, da Rússia:

 

Uma boa semana,
Flavslav

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

: A House in the Forest :



            Venho lhes trazer a minha visão de nostalgia. O sentir nostálgico sempre foi e será um elemento poderoso dentro do universo pessoal que pulsa dentro de mim. Não há como fugir da própria natureza; "expulse o natural pela porta e ele entrará pela janela" (Os Irmãos Karamázovi, Dostoiévski). Existem certas melodias e sons que remetem perfeitamente a nostalgia de algo, e até daquilo que não é algo, com toques de sutileza que convidam à fantasia e imersão em ambientes atmosféricos recriadores de sensibilidades já perdidas com o transcorrer do tempo. Eis a música nostálgica.
            Neste álbum : A House in the Forest : tento transportar a mente a um ambiente idealmente criado, uma casa antiga repleta de memórias e ares de gerações passadas. Coisas que são familiares aos que habitam essa parte do mundo e cativam ainda parte daquela mística que caminha no sentido oposto ao tempo. Mistérios iluminados pela nostalgia, e antigos objetos radiantes das emoções mais puras que subiam ao etérico ar matinal quando a casa despertava junto da floresta que a cercava. Velho lar que, constituído de madeira, parecia ser parte dos imponentes pinheiros que compõem a paisagem, como se a própria floresta sacrificasse parte sua para erguer esta morada que tanto significado já irradiou à sua volta.
Essa mística de lares antigos fica bem clara em uma letra do conjunto musical sulista de folk "Quintal de Clorofila":
"Existe um mistério no fundo dos quintais; ainda mais nos quintais de casas muito antigas. Deve ser a alma da infância, que ficou presa ali, qual balão cativo, esvoaçante no tempo..." (O Mistério dos Quintais - Quintal de Clorofila, 1983)
            Além de tudo, o ambiente é um refúgio. Como uma construção astral que se visita nos sonhos mais sutis e nostálgicos, trata-se de um ambiente cercado, intransponível àquele que não está em sincronia com sua natureza; o mundo moderno não pode tocá-lo. 
            Se o que cativa ao homem é a tensão entre aventura e segurança do retorno ao seu lar protegido, em : A House in the Forest : não é diferente. Uma aventura nas próprias memórias adormecidas, uma homenagem aos nossos precedentes, e uma sensação de conforto que pode ser comparada à imagem da casa antiga e aconchegante, no início da noite, com suas luzes quentes, alaranjadas e acolhedoras, em meio a uma paisagem bucólica: uma extensão de horizonte onde a névoa toma conta de suas extremidades.
            Convido ao apreciar desse mundo perdido caso se tenha sentido uma familiaridade com todo o descrito. Espero que seja-lhes possível adentrar nos próprios mistérios que ainda residem nalguma centelha legada lhes pelos seus predecessores.

Minne!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Letras de Memories from Southern Forests and Stars




            Memories from Southern Forests and Stars é um álbum diferente em sonoridade se comparado ao primeiro, há de se dizer que não tem relação alguma, mas é intencional. É um trabalho de experimentação sonora abordando uma temática semelhante; é menos cinzento e mais rico em cores de alvorada. Não tem nenhuma pretensão como raw black metal ou qualquer coisa do gênero, só busca o próprio caminho e diferentes formas de manifestações. Como no anterior trabalho, as gravações são feitas de modo rudimentar, não pretende-se que a técnica seja empecilho.

I
Sobre as manhãs e bosques de nostalgia
Uma introdução instrumental que anuncia um espírito um tanto nostálgico, matutino, relembrando os dias de infância. Há na infância um ar etéreo, um idioma não pronunciado que nos remete ao espírito.
Melodias suaves enquanto raios de sol invadem os espaços livres da floresta. Uma mente que vive ainda pelos seus próprios impulsos e imagens interiores não é condicionada pelo ambiente exterior, o transforma segundo sua própria mágica pura e recordação do desconhecido.

II
Brisas do Sul
Depois daquele alento nostálgico da infância, um outro momento. Anos se passam e as vozes da infância, aquelas que foram caladas pelo transcorrer do tempo sussurram; são palavras que voam ao prazer do vento. O velho córrego, a brisa, aquele momento, uma sincronia propicia um fenômeno anormal. É tempo de ouvir aquilo que os velhos espíritos dessas terras têm para nos confidenciar.

Aos poucos a névoa some, a brisa toma seu lugar.
O céu está claro, o sol no auge.
A correnteza leva o meu pedido,
Alvitra o rubro sangue.

Variações de espírito,
ao sopro do vento.
Flutuações da alma
na medida do alento.
Sussurros dos espíritos caídos, desde o polo,
nas brisas do sul.
Ao ouvido do aprisionado,
sussurram as verdades eternas.

III
Misantropia Suburbana
A neblina avermelhada desce na madrugada, um ar melancólico paira sobre a cidade e os passos servem de combustível ao devaneio.

Onde cheguei?
Nos lamentos da vida?
No impulso suicida?
Na solidão da madrugada?
Na paciência da luz que fica lá, acesa...

Iluminando a rua dormente que ninguém acompanha.
Caminho sentindo a garoa da madrugada enquanto me questiono:
"por que estou aqui?"
"O que deixo para trás?"
A vida suburbana em constante decadência.
O mundo moderno, seus absurdos, suas fraquezas.

IV
Last Autumn's wail
Algo que surgiu muito espontaneamente.

Enquanto eu caminho
em total desolação
sobre as pétalas douradas
dos passos esquecidos
de quem já amou

Os sopros e as vozes
da morte de meu ser
perseguem minha sombra
e destroçam memórias.
I walk alone.

Nessa dor, (...)
O canto, o lamento,
que destruam o meu ser.

V
A Noite de Wotan
Renascimento do ser pagão em meio as florestas austrais, em outro contexto temporal e geográfico, mudando a forma mas não a essência desta mente e de sua percepção. Um hino para aqueles que permanecem em pé entre ruínas, aos meus amigos e camaradas do Sul do mundo. O Coração Negro, bem se vê, é a própria floresta; lar dos nossos primitivos medos e impulsos, assim como do ritual e do primordial.
Há aqueles que, presos na comodidade do mundo contemporâneo, prezam por essa forma de ascese que a natureza possibilita; procuram respostas no sentimento misantrópico e no passo da floresta, no farfalhar das árvores e no som do córrego. Nossas florestas têm, desde que habitamos essas terras, revelado um aspecto mágico e inspirador de um imaginar belicoso. Que nossos antepassados estejam presentes, conosco, nessas novas incursões no tempo e na distância.

Sombras projetadas na floresta
ao pé de majestosas araucárias;
estandarte de outros combates ainda mantidos.

Antevisões que nos confrontam
a cada passo que adentra na escuridão.
Na escuridão do coração negro de Wotan!
No coração negro de Wotan!

A misantropia aqui, ainda reina.

VI
Aurora Austral
Sob o Cruzeiro do Sul, o iniciado contempla a infinitude de si mesmo e compreende a sua missão transcendente. Recordação dos feitos passados que estão incrustados no chão da alma, uma direção e um sentido de história que se justificam pela pureza do sangue astral e se garantem pela força das muralhas que se constroem desde as estrelas. Cai o dia na montanha e o céu se torna rubro.

Sob o firmamento,manto estrelado
Me elevo ao infinito
Trago na memória crepúsculos e auroras
E um juramento que perdura até o fim
Combater no Wyrd - passado e porvir!
Vigilantes de la aurora!

Estrelas, revelem-me o segredo
O olhar gélido que transmuta o ser
O mistério que reside junto ao sangue..
Na imensidão astral, vou até vocês,
desvelar do cosmos, inversão de si.
Transgredir!

VII
And he was embraced by Nostalgy
Um espírito que relembra, age; o segredo das grandes transformações alquímicas se encontra na própria memória, no alvitrar da Minne eterna, na língua dos pássaros. E há um enigma dentro do labirinto do sentimento nostálgico, ao ocorrer o fenômeno nostálgico interiormente após um impulso exterior há um trabalho mágico a ser feito, como o montar de um quebra-cabeça ou localizar a saída de um labirinto contra o tempo que é ditado pela duração do mesmo sentimento. Quando se logra o sucesso nessa tentativa, o que é muito difícil, torna-se verdadeiramente desperto do sono do mundo.

A child playing at times of inocence,
dreams so pure, mind so clean
All is true, I just believe.
Great promisses: sorrows and deeds.

Golden age, white dreams.
Pale hands, sweet breeze.
Wait for the sunset,
and then the nightfall.

A new day, a greater morning,
arise of a new man.
I'm again among the pieces...
the pieces of my childhood.

I'm falling back into fields of nostalgy

The first ancestor,
sitted by the well.
Oh, green ray of nostalgy!
Lead me home!
I'm dying!
I'm Breathless...
I'm blind.
I can see the runes.
Othal Sig and Týr!

VIII
Lucifer over the West
Todo o espírito dessa música cabe na seguinte frase de Aleksandr Dugin:
"É o retorno dos anjos, a ressurreição dos heróis, a revolta do coração contra a ditadura da razão""
Há uma certa tensão no transcorrer da música, como se fosse um momento dificultoso que se resolve com um certo alívio e desfecho no mudar de acordes.

Today the sky is filled up with angels
Tonight we'll see the fire of our mind

We can see the troops arriving from the heavens
Comrades(k), it's the day of our lifes!

Don't you see, the old flag is waving?
It's time for revenge!

Angels made of stone and steel,
faces of coldness in the sky

Join us for this feast
Tonight we'll drink from Minne

IX
Flüstern (O sussurro das estrelas)
As estrelas são um mistério-para-o-homem, nelas estão plasmados todos os mitos do nosso mundo, como colunas invisíveis que se levantam acima da alma da Terra e das quais apenas se vê um ponto externo, o qual afirma o mistério sobre nós. Mitos da eterna hyperborea sussurram os segredos das verdades eternas aos ouvidos de poucos. Em uma noite nublada, de nuvens rubras, de garoa caindo sobre as árvores da floresta, algumas estrelas surgem em meio ao céu, com um brilho azulado, estáticas a dançar
no espírito de quem se encontra sob o céu vermelho desse momento eterno.

Brilham, no firmamento, os segredos e mistérios da humanidade.
As esperanças desse mundo e sua destruição.
Cruzeiro do Sul, Aldebaran, Vega, imaterialização.
Atrás delas, a origem.
A Origem.
A Origem...

X
Lo and behold (bonus)
O poema declamado faz parte do livro "Might is Right" de Ragnar Redbeard e é inspirado na arte de Boyd Rice, como uma homenagem ao estilo do mesmo. Eis uma declaração de vontade e superação do mundo e do tipo humano vigente. A música é calma, e a voz também, é lenta, pausada, demonstrando um sentimento de superioridade e superação verdadeira das coisas.

No hoary falsehood shall be a truth to me - no cult or dogma shall encramp my pen.
I break away from all conventions. Alone, untrammelled, I raise up in stern invasion the standard of the strong.
I gaze into the glassy eye of your fearsome Jehovah and pluck him by the beard - I uplift a broad axe and split open his worm-eaten skull.
I blast out the ghastly contents of philosophically whited sepulchres and laugh with sardonic wrath.
Then, reaching up from the festering and varnished facades of your haughtiest moral dogmas, I write thereon in letters of blazing scorn; "Lo and behold, all this is fraud!"

quarta-feira, 13 de junho de 2012

2 músicas do album Memories from Southern forests and stars


Flüstern (O sussurro das estrelas)

Brilham, no firmamento, os segredos e mistérios da humanidade.
As esperanças desse mundo e sua destruição.
Cruzeiro do Sul, Aldebaran, Vega, imaterialização.
Atrás delas, a origem.
A Origem.
A Origem
...
.




Aurora Austral

Sob o firmamento,manto estrelado
Me elevo ao infinito
Trago na memória crepúsculos e auroras
E um juramento que perdura até o fim
Combater no Wyrd - passado e porvir!
Vigilantes de la aurora!

Estrelas, revelem-me o segredo
O olhar gélido que transmuta o ser
O mistério que reside junto ao sangue..
Na imensidão astral, vou até vocês,
desvelar do cosmos, inversão de si!
Transgredir!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sobre o Memories from Southern Forests and Stars

Saudações æternas!
          Venho comunicar que o novo trabalho do Wérdvenus está pronto e espero que, logo, possa ser distribuído de forma ou outra. A musicalidade está muito diferente. Diria que foi uma "baita evoluída".
Por enquanto, ele sairá pela CVLMINIS (sub-label da Rigorism Productions), da Rússia:
Memories from Southern Forests and Stars
          Quanto ao primeiro trabalho, acredito que devo algumas explicações. Ele foi uma tentativa, foi minha primeira experiência com o mundo da criação musical. A faixa Calma Atmosfera foi a primeira música que eu concluí em minha vida. Há coisas que me agradam no Mitos no Vale, mas são poucas; sobretudo as faixas ambientes, porém não é algo que sinta gosto de escutar em sua totalidade. Tenho certa vontade de tirar o download daqui, mas creio que posso deixá-lo como testemunha de alguma evolução que possa ser percebida - assim espero - no Memories from Southern Forests and Stars.
          A forma com que eu trabalho nessas músicas é caseira, primitiva, por enquanto buscarei explorar ao máximo tais possibilidades. A evolução será gradual e virá com a experiência. Espero que tenham paciência, pois ainda há muitos planos e dimensões aonde Wérdvenus planeja marchar.
          Eu atualizei o layout do blog, o refiz quase que totalmente. Uma fase está concluída aqui. Optei por deixar este endereço simples, enxuto, nesse ano que passou porque não senti a necessidade de fazer algo mais elaborado enquanto o projeto não estivesse mais de acordo com isso.
         Quero anunciar que outro trabalho está quase pronto, não quero dar muitos detalhes, mas posso dizer é totalmente ambiente, com sons nostálgicos, talvez um tanto neoclássico. Aguardem novidades.
Black Metal Austral e Experimental


SIG!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

III Encontro Nacional Evoliano

Venho fazer um convite a todos os camaradas tradicionalistas para comparecer no Encontro Nacional Evoliano, que será em Curitiba, no mês de setembro, com a estimada presença de Aleksandr Dugin.
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Mais informações
Ave!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Óh, Almas Pagãs! (Oh, Pagan souls!)


             Almas pagãs! Sejam elas ruidosas ou silentes, que acasos as trazem para perto de mim? Talvez essas almas se percebam em meio ao mundo decrépito persistente. Almas pagãs que invocam tempestades, trovões sacralizados rachando o céu melancólico de nossas paisagens, assim como aquelas muitas almas pagãs que lançam-se ao destino em busca de terra firme, da terra magicamente cercada onde as gerações devem descansar e se purificar para, novamente, cumprir seu legado eterno. Cada alma com sua inclinação irresistível e individualidade própria à sua categoria consegue alcançar, pelo compartilhamento de um único ponto essencial em comum, uma sincronia superior, mística, que apenas esses filhos da nostalgia e da névoa podem perceber. Essa ligação metafísica não se trata de um acaso ou mero compartilhar de interesses. As almas pagãs se relacionam no Wyrd: incontáveis pequenas guerras, sacrifícios e conquistas. Sobre nossas costas o fardo da memória e de mil ciclos transpassados e imortalizados em nosso sangue. Nossos ancestrais são nós! O passado, o presente e o futuro são elementos da mesma forma no espaço onde as almas pagãs verdadeiramente são.
            Me sinto amplamente enobrecido ao ouvir histórias fascinantes de seres que compartilham dessa mesma essência arcaica. Um sopro de ânimo atravessa latitudes e toma o meu ser, passo a ser potência pura. Não me sinto de tal forma meramente pelo fato de ouvi-las, mas por saber que partilho desse mesmo universo paralelo de milagre e mágica tanto no ponto mais oculto de minha constituição quanto nos sons e sinais que projeto sobre o mundo.
            Somente nas almas pagãs pode-se encontrar um certo grau de desprendimento do mundano aliado a uma direção natural à sua própria ascensão antevista interiormente. Uma reconhece a outra, mas cada lobo permanece, ainda, em sua toca; respeito por aquele que permanece no plano exterior sem ser estranho a si mesmo e respeito pelo próprio ser e sua necessária solidão. Tamanho desprezo pelo que é moderno! Desconfiança extrema é o que há para cada nova tendência! Tudo isso pode ser encontrado aqui em nosso baluarte cósmico, coletivo, inato.
            Espíritos arcaicos que nunca partirão (sem que a própria noção do 'nunca', do tempo mesmo seja destruída nesse ato)! Cada um desses possui, dentro de si, uma miríade de odes ao inexistente apenas aguardando para ser liberada no cosmos, vibrando notas jamais entoadas! Bradar misantrópico que ainda ecoa em uma ou outra floresta pura o suficiente para receber e saudar a esses nobres visitantes! Urros feéricos interpretados como dizeres malditos – Tergum Hostis – impulso à liberdade de ação e elevação de si.
            Cinquenta gerações me empurram e norteiam minha saga de natureza ancestral. O mundo apenas se encerra em meios – todos vulgares – de concretizar o único propósito elevado; liberdade, rompimento com as formas; despencar no mais profundo abismo e lá permanecer até que seja suficiente a graça e hostilidade acumulados para então alcançar lugares inimagináveis àqueles que se permitiram seguir a senda mais óbvia.
            Minhas almas pagãs, onde mais poderia encontrar seus exemplares? Onde escondem-se essas faces de mármore e o que contemplam seus olhares frios e penetrantes? Um fascínio obscuro nasce aqui, um mergulho na própria essência, um percorrer astral em florestas antigas que sonhamos, todas as noites, cruzar novamente.

Flavslav Sigthor, em reflexões após conversas com amigos estimados

terça-feira, 13 de setembro de 2011

II Encontro Nacional Evoliano

Estive presente no II Encontro Nacional Evoliano que ocorreu entre 9 e 11 de setembro de 2011, numa chácara em Curitiba, no Paraná. Lá foram discutidas as obras de Evola, René Guénon, Schuon e demais assuntos envolvidos na batalha entre tradição e mundo moderno. Com ótimos oradores e um espírito de camaradagem do início ao fim, o evento foi um sucesso e, dessa forma, foi uma honra participar. Caminhando por lá tirei algumas fotos:

domingo, 12 de junho de 2011

The grass is always browner

A banda de neofolk Death in June fez, recentemente, uma página para que bandas mandassem sua versão para a letra de uma canção. A versão de Wérdvenus foi enviada e publicada no site. Disponibilizando aqui:


The Grass is Always Browner

A winter sundog anywhere
Would have let you go
But, I got lost
Half a lifetime ago
In the dawns and the dew
And, the fog of the world of snow
A winter sundog anywhere
Would have let you go


My german wine is of a darker hue
A neo nazi? A surrogate jew?
A tin drum state
Well hidden and veiled
A gunter grass
Little Black Angel Shroud


But, he got lost
Half a lifetime ago
In the dawns and the dew and the fog of the world of snow
But, he got lost
Half a lifetime ago
In the dawns and the dew and the fog of the world of snow...